Desespero e O Poema – Quintana

 

 

 

 

 

 

Não há nada mais triste do que o grito de um trem noturno. É a queixa de um estranho animal perdido, único sobrevivente de alguma especie extinta, e que corre, corre, desesperado, noite em fora, como para escapar à sua orfandade e solidão de monstro.

 

 

 

 

 

Um poema como um gole dágua bebido no escuro.

Como um pobre animal palpitando ferido.

Como uma pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.

Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.

Triste.

Solitário.

Único.

Ferido de mortal beleza.

 

 

 

 

 

 

Anúncios

4 comentários sobre “Desespero e O Poema – Quintana

  1. Sem,

    Está tão bonita sua casa, ficou muito gostoso estar aqui, visualmente tranquilo e pacífico.

    Parabéns novamente.

    Gostei muito daqui.

    bjs e sucesso

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s