1 Clássico

 

 

X.  Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão resaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

 

 

 

 

(Fernando Pessoa)

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2 comentários sobre “1 Clássico

  1. Quanto aos poemas nem tem o que dizer, os poetas que você posta são admiráveis, muito embora eu sinta muita afinidade com os seus próprios poemas Sem, me agrada bastante, tanto quanto ou mais que os poetas famosos, é como se você usasse uma linguagem mais acessível ao meu modus operandi cerebral, rsrs.

    Essas imagens que você traz são de “outro mundo”, uma mais linda que a outra.

  2. Adi, me deu uma grande alegria agora saber que meus poemas batem com o seu “modus operandi cerebral”… :)

    Olha como funciona o meu “método”: tenho vários caderninhos aqui em casa, a maioria fica ao lado da minha cama, para anotar ideias ao final do dia e qd acordo… são neles que escrevo os meus poemas, ou pelo menos neles é que ganham a sua espinha vertebral, no computador eu só dou a forma final. Meus poemas começam invariavelemente de uma frase, alguns fazem-se a si mesmos com muita facilidade, outros, de uma frase a princípio bastante promissora, não conseguem se concluir… e já aconteceu de eu esquecer o que escrevi, reler, entender outra coisa, e daí sim, vir um poema.

    É isso que eu sinto, os meus poemas se fazem, não sou eu que os faço… mas claro que sou eu, só que um “outro” eu, um eu poeta, a quem conheço pouco – e muito do meu prazer em escrever poesia vem justamente desse “desconhecimento”.

    Eu não sei pq eu escrevo e nem para quem eu escrevo, não faço nada para agradar ninguém (nem a mim). Procuro beleza e verdade, isso sim, devo admitir, “só” isso rsrsrs… mas o que é a beleza e o que é a verdade? um grande mstério, sem fórmula, isso é que é… a beleza e a verdade são mutantes e dependem dos olhos que procuram, o que eles procuram é o que vão encontrar, aquilo que estão preparados para ver….

    Muito da minha beleza e verdade eu encontro em releituras desses poetas maravilhosos, fazendo uma leitura diferente da original.. como aqui colocar a saga espacial comparada aos descobrimentos do século XIV… dá para ver na foto com clareza que o novo céu é o antigo mar, algo assim… coniunctio de céu e mar. :)

    Olha, estou esperando com muita ansiedade o que vai dizer da Verdadeira Vontade, e tb das continuações depois de Tiphareth, antes e depois do abismo de Daath… nem imagina o quanto!

    Até…

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