Eros



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De tudo quanto é velho
o mais velho é o amor

Tanto mais velho que o homem
nasceu antes que o mundo
que a lua e o sol
e ninguém é o seu dono
nem o seu inventor

Tão velho
que com os inícios se confunde
é feito balão de gás
ou bolha de sabão
na mão de uma criança
encantada e que brinca
em assoprar e estourar
as bolhas de matéria
luminosa no espaço
flutuante e sem fim

O amor talvez seja essa criança
que tudo cause e nada sofra
que por tudo passe indiferente
que veio antes que tudo
que nunca envelhece nem morre
e não reconhece ascendência

O amor –
um velho menino brincando com vida…

 

 

(Juçana Corrêa)

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