Ondas do mare de Vigo
Se vistes meu amigo?
E ay Deus, se verra cedo?

Martín Codax

 

 

 

Em algum lugar uma porta se fecha

No mesmo instante – a mesma porta – se abre…

O que separa também une

Aprisiona e libera.

A condição de ser –  isto ou aquilo

Está disposta ao homem.

Assim

A porta está para o homem como o papel está para a tinta

E a tinta está para o poema como o poema para o poeta

E o poeta para a poesia

E a poesia para a alma

E a alma

Toda

Está na disposição de Deus.

 

 

Eu imagino um país de ruas

Com estradas de rios

E oceanos de estrelas

Onde sereias vêm mergulhar

E homens

De dentro de casulos à beira das margens saltam

Para o derradeiro beijo de olhos fechados na água noturna.

 

 

 

Com a caneta azul rabisco o mar na folha branca

E um poema se abre.

 

 

 

(Juçana Corrêa)

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