Som & Cor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há muito mais guardado esperando para nascer
poemas de brilhos relâmpagos
na barriga de uma mulher
aguardam
Quando?

Desde sempre o que se espera foi e será nascido
poemas ao ritmo de atabaques
no pulso de um homem
fecundam
Onde?

Desde sempre
na barriga da mulher
está guardado o que foi colocado pelo homem
e transforma-se
Como?

Eterno Retorno

 

 

 

 

(Juçana Corrêa)

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5 comentários sobre “Som & Cor

  1. Eu já conheço as suas poesias, ao ler já sei que suas. Sempre belas, além do visual, que transborda beleza natural. Você também compõe arte visual, por isso o Sopoesia é um colírio para os olhos e beleza em letras. Faz um bem…

    bjs

  2. Adi,

    Obrigada! :)

    O meu e-mail do “terra” tem agora uma proteção anti-spam – o que é muito bom, mas ele se equivoca com os avisos do WordPress e acaba filtrando tudo o que parte daqui, só sei que tem mensagem nova no blog quando entro na página de administração p/ publicar algo ou dou uma olhada lá no pé da página, que agora tem entrada p/ os últimos comentários… enfim… quase que não me dou conta da sua mensagem aqui… e vc anda bem “desaparecida” mesmo, mas imagino que esteja tudo ok…

    Sabe, sem a sua participação, eu temo pelo futuro do Anoitan… por outro lado, o Anoitan não tem “futuro” faz tempo… rs nós é que insistimos e demos uma sobrevida bem longa a ele, mas penso que qd uma coisa começa a ficar pesada e difícil de a gente carregar, talvez seja porque estejamos segurando algo contra o seu fluxo natural… tudo tem o seu tempo e segue a correnteza – que é hoje muito o espelho do tempo líquido do Balman que vivemos… seja como for, nós duas construímos uma bela amizade de muitas trocas e isso pra mim permanece, nem imagina o qt eu sou grata e o qt aprendi por lá, ao ponto de poder dizer que mudou a minha vida, coisas que lá eu aprendi…

    E vamos seguindo…
    Bjos!

  3. Meio que tem sido assim o Anoitan, eu bem que tento escrever, copiar, colar algo lá, mas realmente não consigo e ainda não consegui entender o porque disso estar acontecendo comigo…
    Acho que vc tem razão, parece estar indo contra o fluxo natural.

    Ando sumida porque não sobra muito tempo pra escrever, estou meio dividida aqui e lá, Rússia e Brasil, um mês em cada lugar e não consigo me concentrar como antes. Também estou cuidando mais de mim e da família, estou mais ativa, bem menos sedentária, estou me sentindo leve e bem. Estou no meio de um processo de transformação, rompi com alguns conceitos, reafirmei laços, desfiz outros, ainda não me estabeleci em mim.

    Mas ainda não desisti do Anoitan, ainda tenho que terminar esses posts e o farei pra mim e por mim; é sobre os qliphot, sobre a anti-imagem, sobre o lado oposto da Árvore da Vida. Eu tenho tantas anotações, coisas boas e pinçadas depois de várias vezes lidas e relidas e que formam um belo mosaico, rsrs. No fundo nada de novo, só uma nova montagem.

    Esse assunto é realmente denso, acho até uma ousadia minha, tem que ser feito com certa proteção. Vc sabe, a gente atrai e entra em sintonia com as energias, então tem que ir devagar quando estamos investigando a Árvore da Morte, ou anti-poderes. Psicologicamente é um processo de desconstrução e renovação, morte e renascimento.

    Juçana, vc é uma pessoa que admiro e respeito muito, também nem preciso dizer o quanto sou grata pela nossa amizade e o quanto aprendo com nossas trocas.

    Bjs

  4. Oi Adi,

    Acabei de ler o texto que vc deixou no Anoitan e acho é essa a questão do momento “o que existe além dos opostos”, para logo obtermos “nenhuma resposta”, e, simplesmente, “tanto faz”… em algum momento de nossas vidas as palavras deixam de ter o significado meramente exterior que costumávamos lhes atribuir, só fazendo sentido agora se brilham por dentro, pois nada mais de fora é capaz de preencher-lhes…
    Não é que a vida de fora deixe de existir ou ter importância, é que a vida – se há – vem de dentro, e não é um código a ser decifrado e sim vivenciado (talvez em silêncio, próximo das raízes).

    Isso seria um bom motivo de poesia. :)

    Pois é, minha amiga, o que vc me descreve é uma vida muito boa… e eu fico contente de que essas coisas boas estejam acontecendo contigo, que se faz por merecer quando se reconhece que a vida na sua essência pode ser bastante simples.

    Nessa questão dos relacionamentos – mas mais na questão do homem e da mulher, tenho pensado, existem três coisas distintas: sexo, amor e compromisso. Quando no começo das relações, até para os relacionamentos poderem engatilhar, elas costumam vir juntas, e é uma espécie de paraíso da relação quando a união é vivida, para depois, o tempo, a vida, fazerem com que elas comecem a se desgastar e se separar uma da outra.

    Mas dos três – sexo, amor e compromisso -, hoje eu penso que o que mantém realmente duas pessoas ligadas é o compromisso. Pq os outros dois podem ser bons, imensos, mas não são suficientes para sustentarem uma relação de longo prazo. Saturno que é um deus maduro sabe disso muito bem, rege além do tempo os nossos ossos, as nossas estruturas… mas claro que qd digo compromisso, não estou falando de um compromisso “pro forma”, que se assume perante testemunhas como num casamento formal, estou falando antes de um comprometimento interno do casal para com aquela relação, de que vale o esforço continuado de ambos para que ela permaneça – talvez porque o amor e o sexo sejam bons.

    Sim. Volta-se ao começo, as coisas acabam se reunindo outra vez quando os compromissos são renovados, e, o amor aumenta, cria-se maiores laços, o sexo fica mais íntimo…

    Quer dizer, o único modo de os relacionamentos continuarem nesses tempos líquidos é a reafirmação do compromisso, de um comprometimento continuado de ambos…

    Nesse caso, até as amizades precisam de confirmação. E é muito simples, porque, ou as coisas estão vivas, são alimentadas, ou então elas morrem…

    O que me leva a dizer que devemos ter muito cuidado com aquilo que dizemos, pode parecer bobagem, mas existe uma espécie de lei da psicologia comportamental que se chama “coerência interna”, que poderia se chamar “ressonância”, que, qd afirmamos algo, mesmo sem acreditar a princípio, mesmo uma mentirinha bondosa que dizemos para ficar bem com outra pessoa, algo em nós internamente trabalha para que aquilo se torne verdade…

    Compreende a profundidade? Os encaminhamentos que damos para as nossas vidas até sem querer? Acho que isso é semelhante ao Karma, de tal forma que até ao pensarmos em algo, estamos sujeitos a mesma lei de ressonância entre o interior e o exterior…

    Por isso eu compreendo muito bem dos seus cuidados com a abordagem dos “qliphot”, mas, se chegamos até aqui, é porque podemos, quando vc fala em Árvore da Morte, algo em mim se acende com vontade de compreensão, porque a Árvore da Vida que tenho cá para mim nunca poderá ser compreendida de todo sem a sua contraparte…

    Reafirmo aqui o meu compromisso de permanecer remando no mesmo barco até a gente chegar lá na outra margem. Depois a gente vê o que vai fazer…

    E quem sabe seja isso o que esteja faltando para o Anoitan seguir o seu curso de Sombra… :)

    Vou postar uma poesia do Octavio Paz lá, perfeita, em resposta ao seu post, que se encaixa que é uma luva…

  5. Muito bom e interessante o que vc escreveu, sobre os relacionamentos, casamento, amizade, família, aquilo que nos cerca.

    ” Nesse caso, até as amizades precisam de confirmação. E é muito simples, porque, ou as coisas estão vivas, são alimentadas, ou então elas morrem ”

    Eu também acho isso, em todos os relacionamentos. E a questão é, qual relacionamento vale a pena a gente continuar alimentando? Tem coisas que chegamos a conclusão que não vale a pena, que foi só de um lado, nunca foi uma troca. Então a gente para de alimentar e a relação acaba.

    Casamento é uma reafirmação constante, mas um comprometimento de verdade, não pro forma, e vale a pena quando adquirimos afinidades, liberdade, respeito e confiança.

    Juçana, gosto muito de ler as coisas que vc escreve, me faz questionar e traz coisas bem do interior, pena que o tempo passa tão rápido, ou sou lerda mesmo pra escrever. É que queria responder melhor, tem tanta coisa pra dizer sobre, mas tô saindo de viagem e volto só no domingo…

    Adorei a poesia que você deixou no Anoitan, muito linda.

    Ah!! também reafirmo meu compromisso de continuar remando nesse barco.

    “E quem sabe seja isso o que esteja faltando para o Anoitan seguir o seu curso de Sombra… :) ”

    Pois não é isso mesmo!! E é muito bom e assustador em simultâneo investigar o “inconsciente”. O nome do blog não foi por acaso ;)

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