Difícil, mas não impossível

De que serve ter o mapa se o fim está traçado
De que serve a terra à vista se o barco está parado
De que serve ter a chave se a porta está aberta
E pra que servem as palavras se a casa está deserta

 

 

 

 


 

 

 

 

No princípio éramos o vale

E que os ventos tranquilos vinham

Aos poucos

Esculpir

As pequenas ranhuras em esboço de estradas

Os aconchegos pequenos em ondas serenas

E as emoções eram rios

Nascendo

Da noite primeira

E nós valentes

Percorrendo ao velho leito

E desaguando no mesmo mar

E veio janeiro

E vieram as chuvas

No tempo em que nasceram as montanhas

E se aprofundaram as gargantas

E o que era pequeno virou atoleiro

E o que era tranquilo virou torrencial

 

 

Mais difícil do que mudar uma ação

Mudando um pensamento

É alterar o curso dos rios

Que passam por dentro de nós

 

 

 

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