Água e Poema

 

 

Água de corredeira murmurando sobre as pedras
Qual poema de amor se insinuando sobre o seu objeto
Circundando-o e penetrando-o nos mais leves interstícios
E no seu avesso se transformando infinitamente

 

Poema de amor se derramando sobre o vazio de seu objeto
Qual corredeira se precipitando sobre os vazios do mundo
Qual a água só se acalma quando toca o fundo
O poema não descansa enquanto não encontra seu objeto

 

A água anseia o sol e na terra baixa se entranha
O poema anseia a luz e nas pedras sólidas se perde
À procura de seus objetos poema e água se aprofundam
Mas prontamente o alcançam ascendem

 

Poema de amor se dissolvendo no ar sem palavras
Qual água de corredeira evaporando entre as pedras
Em busca de seus objetos água e poema mergulham no mundo
E no espaço se dissolvem

 

 

 

 

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