Um Caso para Agatha Christie

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim como os ladrões e os assassinos, os velhos retornam à cena do crime

É um mistério o que esperam ver onde nem os guardiões fazem mais a ronda

Onde somente os ratos e o vento vigiam agora as esquinas

Talvez esperem ouvir ali os sinos do verão

Mas é inverno agora

E para sempre será

Em compassos de esperas e de despedidas

Na antiga estação de trem abandonada

E vagões de fumaça não cessam de passar pela estação deserta

Com o costumeiro estardalhaço, fazendo vibrar aos trilhos desertos

Recolhendo e despejando gentes recendendo a montanhas

Será que esperam os velhos pelos novos que virão?

Ou esperam o dia de eles mesmos se ir?

Não sei, não sei, mas o silvo da locomotiva que não existe

Faz pular meu coração de alegria

Todo dia

À mesma hora

Com aquele que virá

E nunca esteve ausente.

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s