Asas

 

 

 

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Estava escrito numa folha de papel
numa mesa de cabeceira:

“Lembre-me ao acordar de abrir a caixa,
de admirar por um segundo a joia pródiga,
multifacetada
e única,
contraditória a cada faceta.
Lembre-me de abrir as asas,
de insuflar ar no interior escuro,
de fechar a caixa sem trancá-la,
para o que é livre não se exasperar.
Não é a joia que se ressente, se esquecida,
é você que se apequena em redor de pensamentos estreitos.
Não é ela que é preciosa, mas a atmosfera ao seu redor.
Nunca esqueça, ela não é sua,
nem de ninguém,
e por isso mesmo é de todos.
O que se fecha deve abrir.
O que se abaixa deve se erguer.
O que se cansa deve descansar.
Não se esqueça dela, que nunca descansa,
seu lugar ideal de repouso é na colina.
Lembre-se de acordar,
a cada segundo, acordar,
a cada piscar de asas, de estar inteiro,
e, diante do dia estreito,
dar um passo
para atravessá-lo.”

 

 

 

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