Memórias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vindas de longe
De não se sabe onde
Carregadas pelo vento
Arrependidas
Querendo esquecer
À luz daquela tarde parece que diziam – sou céu

E na vaga calmaria de fim de um dia
Feito balões de gás que murcham
Esvaziadas
Queriam ficar
Fincar raízes para nunca ter que voltar
Bebendo daquele chão diziam – sou terra

Esquecidas
De tanto não ser
Queriam ser assim qualquer coisa
Qual a luz que circula e encanta o mundo
A luz que banha a lua
Então diziam ser o sol

Haaaahr
Se pudessem existir
Se alguém as pudesse ouvir
Ouviriam-se ecos de frases perdidas
E saberia-se ser o vento
Apenas o vento revolvendo memórias

 

 

 

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