Astropoema

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre gostei de poesia
mas lia o Fernando como se lia a Lia
com o intelecto impuro

 

Daí aconteceu aquela progressão
para um grau que dizia: “uma tartaruga
na areia com o casco virado”

 

E já não leio mais as páginas cinzas
nem a terra é fria sob o céu
indiferente

 

Agora tudo é azul profundo
poço sem fundo
abismo de Plutão

 

 

 

 

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